domingo, 25 de maio de 2008

Os mergulhos de hoje.


A partir de hoje e sempre que possível vou tentar colocar aqui alguma informação dos mergulhos feitos no próprio dia ou seguinte à sua realização. Para dar início a esta nova fase do nosso blog vou começar por dar uma breve informação sobre os locais, condições e fauna e flora avistados.

Hoje, e como habitualmente, encontrámo-nos na doca de Sesimbra, preparámos o equipamento e rumámos ao cabo Espichel, destino ponta do cabo, proa do "River Gurara". A ondulação era de Noroeste com vaga curta de cerca de metro a metro e meio de altura. Saltámos para a água após lançamento de cabo de descida/subida, e doze mergulhadores rumaram ao fundo. Os restantes foram noutra embarcação e também para outro local bem próximo (River popa).

Iniciámos a descida com uma visibilidade que pouco passava dos 8 metros, e isto até perto dos 12, e aí passámos para uma visibilidade superior aos 30 metros. Aliás, esta tem sido a visibilidade com que Neptuno nos tem brindado há mais de um mês,todos os fins de semana, em toda a zona do cabo, quer nos mergulhos matinais quer nos nocturnos que temos realizado durante a semana.

Neste primeiro mergulho, para além das sempre presentes saimas (sargos veados) e dos cardumes de sargos e fanecas, avistámos uma enormíssima Sémia (pargo listado) que se passeou a poucos centímetros de nós. De recordar que também as saimas actualmente andam muito calminhas. Isto das interdições à pesca tem dado os seus frutos. Já na passada semana, e no mesmo local, tínhamos avistado um gigante pargo Capatão, logo à chegada ao fundo, e um grande peixe lua se passeou por cima das nossas cabeças. =)

No segundo mergulho, o local escolhido foi a bóia frente à praia da baleeira. Íamos como habitualmente com "lotação esgotada": 3 instrutores e 1 Divemaster que se dividiram em 4 grupos com objectivos diferentes, desde a formação (Open Water e Advanced OW) até ao simples passeio. As espécies avistadas aqui começaram pelo residente cardume de pampos na sapata de amarração da bóia, e depois lá veio o desfile interminável de polvos, sargos, ruivos, judias, tainhas, etc, etc. Avistámos ainda um grande charroco e o já nosso conhecido pargo real que vagueia pelas imediações das bóias. A visibilidade, aqui muitíssimo pior que a do primeiro mergulho, raramente ultrapassou os 12 metros, o que não é nada mau.

Espero não ter sido muito chato, e ter-vos ajudado a preencher os vossos logbooks. Até ao próximo fim de semana que, tudo indica, também será bom. =)

Tz

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